Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Brasil 2018 – Ética e Compliance na Saúde

Economista desenha cenário positivo para o Brasil em 2018, mas atenta para problemas fiscais e gastos com Previdência e juros

A palestra do economista Eduardo Gianetti da Fonseca no evento “Brasil 2018 – Ética e Compliance na Saúde”, acontecido no último dia 7 de dezembro, no auditório do Grupo Fleury, em São Paulo, e que marcou o encerramento oficial das instituições de saúde, foi dividida em três partes: a conjuntura econômica brasileira, o problema fiscal e o momento institucional e político brasileiro.

Na opinião do economista, a Operação Lava-Jato abriu uma caixa preta de práticas inaceitáveis. Porém, na avaliação de Gianetti da Fonseca, o Brasil saiu da UTI do ponto de vista econômico para entrar num período de recuperação cíclica. “Passamos por grandes dificuldades, todos os sinais vitais estavam em queda livre, mas o país saiu da recessão. O Brasil é um paciente em convalescência com boas perspectivas para 2018”, apontou.

Outra boa notícia para o economista é que o país sobreviveu ao seu maior teste de estresse em 2017, a gravação da JBS com o presidente Temer. “Depois de alguns dias críticos, a situação se estabilizou rapidamente e a economia foi poupada de um verdadeiro colapso”, disse Gianetti da Fonseca.

Duas notícias ainda são preocupantes para o economista. A primeira é que o Brasil está em uma recuperação cíclica, mas não se pode confundir com crescimento sustentável; e a segunda é a necessidade do país de enfrentar uma reforma urgente na área fiscal.

“Na melhor das hipóteses, o país terá que aprovar a reforma previdenciária, de maneira atenuada. Mas, esse governo dificilmente vai continuar com o ímpeto reformista”, previu. Na análise de Gianetti da Fonseca, do ponto de vista fiscal, temos uma carga tributária atual que representa 35% do PIB, totalmente fora dos padrões de um país de renda média como o Brasil. “Isso significa que o país gasta mais do que arrecada. E o pior, os repasses ao povo brasileiro, em forma se serviços como educação, habitação, segurança, transporte, saneamento básico e saúde pública, são cada vez mais escassos e com baixa qualidade. Há algo profundamente errado nas finanças brasileiras”, advertiu. O economista ainda alertou para “dois gastões” e que tomam 20% do PIB brasileiro: a Previdência e os Juros.

Segunda parte
O Brasil 2018 – Ética e Compliance na Saúde” prosseguiu com as palestras do diretor da Anvisa, Dr Renato Porto, do secretário de Controle Externo da Saúde do Tribunal de Contas da União (TCU), Dr Marcelo André Barboza da Rocha e de Mônica Rosenberg, do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC).

Renato Porto reiterou a necessidade de qualificar todo o processo regulatório e aplicar todas as ferramentas necessárias para cumprir a finalidade da Agência de forma ética e transparente. “A regulamentação buscar cumprir sua finalidade com muita ética. A Anvisa está amadurecendo, somos reconhecidos no Brasil e no mundo. A Agência conta com inúmeros processos de ética e Compliance. No entanto, é preciso mudar também o comportamento e a postura das pessoas”, comentou.

Já o Dr Marcelo André Barboza da Rocha, do Tribunal de Contas da União (TCU), falou sobre o excesso de Judicialização da Saúde e apresentou alguns números, no segmento farmacêutico, que demonstraram várias irregularidades e total fala de ética.

Debate Final
O encontro de encerramento foi concluído com um pequeno debate entre as instituições médicas. Participaram da mesa redonda: Fábio Arcuri (CBDL), Lilian Orofino (ABIIS), João Ximenez (Abimed), Sérgio Rocha (Abraidi), Cláudia Cohn (Abramed), Gláucio Pegorin (Instituto Ética Saúde), Luiz Barcelos (SBAC) e Alex Galoro (SBPC/ML).

“Este ano de 2017, a CBDL promoveu uma série importante de medidas com vistas à ética e ao Compliance. Além do lançamento do nosso Código de Conduta, firmamos parcerias importantes com o Instituto Ética Saúde, e demos início a uma interação maior junto às instituições de saúde para empreendermos um  trabalho em conjunto”, concluiu o presidente da CBDL, Fábio Arcuri. (Por Oficina de Mídia, assessoria de imprensa da CBDL - 8.12.17)